Leandro Malósi Dóro
quinta-feira, 15 de julho de 2021
AMOR LIVRE É PLEONASMO!
Lucas e Alina deram match
No Tinder
Começaram a conversar
Rolou afinidade
Trocaram contatos
E marcaram de se encontrar
Primeiro encontro
Um café na padoca
Olhares se encontram
Sentimentos se confirmam
Vários cafés e nossa!
Como se afinam
Se encontram cada vez mais
Um chopp num barzinho
Um passeio no parque
Um filme no cinema
A relação se constrói
Mas o que não sabiam, ainda
Um do outro
É que tinham relações mal resolvidas
E que estavam vivas em seus
Peitos
Mas aí eles não conseguiam
Mais se desgrudar
Porém, a verdade sempre vem
E ambos resolveram desabafar
Primeiro, Lucas
Depois, Alina
Densas e negras nuvens
Envolvem o casal
Mas logo se dissipam com os raios
De luz do verdadeiro amor
E ambos chegam a uma ideia
Deveras singular
Procurar seus antigos amores
E propor um novo relacionamento
Lucas e seu par
Alina e seu par
Lucas com Alina e
Os seus respectivos amores
Todos juntos
Entusiasmados pela solução
Encontrada
Procuram seus antigos
Afetos
E fazem o inusitado pedido
Estranheza, repulsa
De início
Mas prometeram pensar
E num bar se encontrar
Para a situação resolver
Na data marcada
Os quatro se encontram
Tensão no ar
Uma cerveja aqui
Um diálogo ali
E tudo foi acertado
Lucas
Alina
Milena
Dario
Esse é o mais novo relacionamento
Da cidade
Lucas ama Alina e Milena
Alina ama Lucas e Dario
Milena e Dario começam a se
Amar, também
Todos, de uma forma ou outra
Amam todos
E, desse momento em diante
Todos vivem felizes
E abertos ao Amor
Aliás, combinaram-se de
Serem livres para amar
Quem eles quisessem
Sem regras
Nem grandes e opressivos
Acordos
Somente amar e serem amados
E vivem felizes até o
Ponto final desse
Poema.
Sigmund Phoda
Quando pensamos em abelhas, 2 coisas nos vem em mente: sentimos aquele arrepio ao imaginar a picada destas e lembramos do saboroso mel produzido por esses importantíssimos insetos.
Mas, você sabia que o principal produto das abelhas não é o mel e que nem toda abelha pode picar?
Isso mesmo!!
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), das 100 principais espécies vegetais usadas como base para a produção de 90% da comida ao redor do planeta, 71 delas são polinizadas por abelhas, portanto o principal produto das abelhas é a polinização e sem esses insetos importantíssimos haveria um problema de fome generalizada no planeta.
Como posso ajudar as abelhas? Posso criá-las em casa, em meio urbano?
Se você pretende criar as abelhas mais conhecidas pela população, as abelhas africanizadas a resposta é não. Porém existem espécies nativas magníficas e que apresentam ferrão atrofiado, sendo chamadas de abelhas sem ferrão.
Segundo a SEMA (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura), existem 24 espécies de abelhas sem ferrão em nosso Estado, sendo que muitas delas podem ser criadas facilmente em meio urbano sem representar nenhuma ameaça aos seres humanos. Dentre estas espécies podemos destacar as duas espécies de jataí (Tetragonisca angustula e Tetragonisca fiebrigi) e a tubuna (Scaptotrigona bipunctata) como boas produtoras de mel. Como abelhas que produzem pouco mel, mas desempenham importante papel na polinização e são de fácil manejo podemos destacar espécies de mirins como, Plebeia droryana, Plebeia emerina, Plebeia nigriceps (mirim mosquito) e Plebeia remota (mirim guaçu).
Onde vivem as abelhas sem ferrão?
Na natureza elas costumam viver em ninhos expostos construídos de fibras vegetais e barro, como no caso da Irapuá (Trigona spinipes), buracos no chão como a Guiruçu (Schwarziana quadripunctata) e em troncos ocos de árvores como jataí, tubuna, mandaçaia (Melipona quadrifasciata quadrifasciata), guaraipo (Melipona bicolor schencki) e manduri (Melipona obscurior).
Vale lembrar que devido a fatores como uso indiscriminado de agrotóxicos, retirada de ninhos da natureza para venda ou roubo de mel das abelhas e queimadas e desmatamento, possuímos várias espécies ameaçadas de extinção no Estado (guaraipo, manduri e guiruçu, por exemplo) e a mandaçaia encontra-se extinta em nosso Estado, sendo encontrada somente com criadores.
Como podemos ajudar as abelhas?
Podemos ajudá-las evitando cortar as árvores, pois são necessárias para a alimentação e moradia das abelhas, evitando o uso de agrotóxicos e plantando árvores, arbustos e flores, de preferência nativas.
As abelhas são os animais mais importantes do planeta, preserve-as!
Instagram: @meliponarioseth
quinta-feira, 8 de julho de 2021
sexta-feira, 2 de julho de 2021
UM GRITO NA ESCURIDÃO
Em homenagem a Allen Ginsberg
Eu vi os expoentes da minha geração doentes, neurastênicos, mendigando
Pela vida, se afogando num mar de fake news e falácias
Seguindo líderes vilanescos, fazendo tratamentos
Espúrios, temendo as sombras e
Dando um grito na escuridão
Eu vi os expoentes da minha geração morrerem de COVID-19, de
Violência doméstica, de agressão torpe e
Desmedida, clamando por auxílio e misericórdia
Eu vi os expoentes da minha geração militarem com
Palavras e corações vazios de alma e
Verdade
Eu vi os expoentes da minha geração criarem cérebros artificiais
Mas ignorarem os apelos das batidas dos
Corações naturais
Eu vi os expoentes da minha geração criarem um Messias
Que salva apenas aqueles que
Atendem aos requisitos sociais de uma
Sociedade alienada e embranquecida
Eu vi os expoentes da minha geração trocarem a
Liberdade de se expressar e de viver
Por um prato de comida e um teto para se
Abrigar das intempéries
Eu vi os expoentes da minha geração se prostituindo
Em troca de centavos e likes
Nossa geração está insana
Está perdida
Sem rumos seguros
Deus, de onde você esteja
Tende compaixão de nós!
Sigmund Phoda
Sabe! Aquele samba rasgado
Que, mesmo com o coração doido
Faz a gente batucar na mesa
Cadê o garçom?
Cadê a minha cerveja?
Vai lá e toca um samba pra mim
Faz valer minha semana
Não tenho pressa, não tenho hora
É pacto feito com o tempo
Nada tem fim. Meu dia começa
Quando pra muitos termina
Vai lá e toca um samba pra mim
Quero esquecer um pouco a vida
Não tenho dono, não tenho rumo
Só quero ficar olhando a loira e a morena
Sambando miudinho e me perguntar
Que número ela calça?
Vai lá e toca um samba pra mim
Porque nada mais me importa
Não tô morto, não tô vivo
Sou sombra, sou luz. Gosto da bagunça
Estou em todos os lugares
E todo mundo é um pouco de mim
Vai lá e toca um samba pra mim
Não quero vela, não quero reza
Não preciso dessa chaga
Não carrego a cruz alheia
Não sou pedaço. Sou inteiro
Só pergunto: que número ela calça?
Então vai lá, e toca um samba pra mim
Porque dessa terra só levo os amores
Levo as lembranças de coisas que nunca vivi
Grito, bato, invoco. Eu sou o que gira
A cada dia que passa tô mais perto do fim
Então não se demora, vai lá
E toca um samba pra mim
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Trata-se de uma longa história, cujas raízes podemos encontrar no dia 15 de fevereiro de 1883 quando quatro jovens: Gasparino Lucas Annes, Diogo de Oliveira Penteado, Felício Bianchi e Pedro Lopes de Oliveira decidiram criar o Clube Literário Amor à Instrução, que atingiu a marca de 120 associados. O Clube manteve uma rica biblioteca, em diversas línguas, promovia palestras, debates e saraus. E possuía estandarte e sede própria.
A tragédia que passou à história com o nome de Revolução Federalista contribuiu para a desativação da entidade, pois a maioria dos seus sócios apoiou as forças republicanas, contribuindo para a criação da chamada Guarda Republicana. Terminada a guerra fratricida, houve uma tentativa de reorganizar o Clube, que não foi adiante. Seus ideais, porém, permaneceram vivos. E, quando da criação do Grêmio Passo-Fundense de Letras, em 7 de abril de 1938, ali estavam Gabriel Bastos e Armando Araújo Annes, antigos integrantes do Clube Literário Amor à Instrução. A memória das atividades dos seus tempos de jovens se fez presente em ideias como a criação da atual Biblioteca Municipal.
A decisão de criar o Grêmio Passo-Fundense de Letras aconteceu numa reunião preliminar levada a efeito no dia 31 de março de 1938. Participaram da reunião os seguintes intelectuais passo-fundenses: Sante Uberto Barbieri, Arthur Ferreira Filho, Gabriel Bastos, Tristão Feijó Ferreira, Aurélio Amaral, Odette de Oliveira Barbieri, Celso da Cunha Fiori, Pedro Silveira Avancini, Herculano Araújo Annes, Nicolau de Araújo Vergueiro, Armando de Souza Kanters, Túlio Fontoura, João José Boeira Guedes, Francisco Antonino Xavier e Oliveira, Verdi De Césaro, Daniel Dipp. Antônio Athos Branco da Rosa, Heitor Pinto da Silveira, Sabino Santos, Gomercindo dos Reis, Onildo Gomide, Píndaro Annes, Waldemar Camilo Ruas, Lucilla Schleder e Oscar Knaipp.
No dia 7 de abril de 1938 foi realizada a sessão de fundação do Grêmio Passo-Fundense de Letras, sendo eleita a seguinte diretoria provisória: presidente: Arthur Ferreira Filho; vice-presidente: Gabriel Bastos; secretário geral: Sante Uberto Barbieri; primeiro secretário: Verdi De Césaro; segunda secretária: Lucilla Schleder; tesoureiro: Daniel Dipp; bibliotecário: Antônio Athos Branco da Rosa.
A ata de fundação foi assinada por Arthur Ferreira Filho, Gabriel Bastos, Sante Uberto Barbieri, Verdi De Césaro, Lucilla V. Schleder, Daniel Dipp, Heitor P. Silveira. Tristão F. Ferreira, Sabino Santos, Gomercindo dos Reis, Oscar Kneipp, Celso da Cunha Fiori e Túlio Fontoura.
Uma das primeiras iniciativas do Grêmio Passo-Fundense de Letras foi propor a criação da Biblioteca Pública Municipal de Passo Fundo, conjuntamente com o Rotary Club, que foi materializada através da aquisição de livros, pelo próprio sodalício. O reconhecimento oficial veio através do Decreto nº 6, de 2 de abril de 1940 com o qual o prefeito Arthur Ferreira Filho, fundador e primeiro presidente da nova entidade, criou a Biblioteca.
As sessões do Grêmio Passo-Fundense de Letras, transmitidas ao vivo pela Rádio Passo Fundo, eram grandes eventos sociais e serviam para que os associados apresentassem trabalhos que acabaram resultando em livros. A associação manteve colunas nos jornais O Nacional e Diário da Manhã sobre os mais diversos assuntos.
No dia 7 de abril de 1961, o Grêmio Passo-Fundense de Letras foi transformado em Academia Passo-Fundense de Letras, tendo os seguintes associados e respectivos patronos: Arthur Süssembach (Monteiro Lobato), Aurélio Amaral (Sante Uberto Barbieri), Carlos de Danilo Quadros (Assis Chateaubriand), Celso da Cunha Fiori (João da Silva Belém), César Santos (Getúlio Vargas), Gomercindo dos Reis (Walter Spalding), Jorge Edethe Cafruni (Francisco Antonino Xavier e Oliveira), José Gomes (Dom Aquino Correa), Jurandyr Algarve (Arthur Ferreira Filho), Mário Daniel Hoppe (Gabriel Bastos), Mário Braga Júnior (Darcy Azambuja), Mário Lopes Flores (Augusto dos Anjos), Paulo Giongo (Ernani Fornari), Píndaro Annes (Prestes Guimarães), Reissoly José dos Santos (Rui Barbosa), Rômulo Cardoso Teixeira (Olavo Bilac), Sabino Santos (Erico Verissimo), Saul Sperry Cezar (Álvares de Azevedo), Túlio Fontoura (Nicolau de Araújo Vergueiro) e Verdi De Césaro (Raquel de Queiroz).
A Academia Passo-Fundense de Letras, ao longo de sua história, promoveu concursos literários, publicou anuários e participou ativamente da vida cultural do município. Tanto é assim que a implantação do movimento tradicionalista gaúcho foi liderada por acadêmicos e a Universidade de Passo Fundo foi idealizada dentro do sodalício.
O prédio da Academia Passo-Fundense de Letras, foi concluído em 1912, servindo de sede do Clube Pinheiro Machado, órgão social do Partido Republicano Rio-Grandense. Entre 1929 e 1932 serviu para a formação de professores, com a instalação da Escola Complementar, gênese da atual Escola Estadual de Ensino Médio Nicolau de Araújo Vergueiro. Após abrigar algumas repartições públicas, passou a sediar o Grêmio Passo-Fundense de Letras, atual Academia Passo-Fundense de Letras. A Biblioteca Pública ali atendeu ao público até meados de 1973, quando foi transferida para o prédio onde se localiza até hoje.
Como se vê, o prédio sede da Academia Passo-Fundense de Letras se confunde com a história do município de Passo Fundo.
Além do apoio a eventos de cunho cultural que são realizados em Passo Fundo, a Academia Passo-Fundense de Letras edita a revista Água da Fonte, criou o programa Literatura Local, na TV Câmara; entre outras iniciativas. Os membros da instituição participam sistematicamente dos espaços de opinião nos veículos locais de comunicação. Sua atual diretoria (2020-2022) está assim constituída: Gilberto Rocca da Cunha, presidente; Agostinho Both, vice-presidente; Paulo Monteiro, secretário-geral; Antonieta Rovena O. Gonçalves Dias, primeira-secretária; Marcos A. B. de Andrade, segundo-secretário; Luis Lopes de Souza, primeira-tesoureira; e Francisco Mello Garcia, segundo-tesoureiro.
São os seguintes, em ordem alfabética, os atuais membros titulares e eméritos da Academia Passo-Fundense de Letras: Agostinho Both, Adelvino Parizzi, Alberto Antonio Rebonatto, Antonieta Rovena O. Gonçalves Dias, Carlos Alceu Machado, Carlos Antonio Madalosso, Daniel Viuniski, Diógenes Luiz Basegio, Elmar Floss, Fernando Severo de Miranda, Francisco Mello Garcia, Getulio Vargas Zauza, Gilberto Rocca da Cunha, Helena Rotta de Camargo, Hugo Roberto Kurtz Lisboa, Irineu Gehlen, Jabs Paim Bandeira, José Ernani de Almeida, Luis Lopes de Souza, Luiz Juarez Nogueira de Azevedo, Luiz Carlos Tau Golin, Marcos A. B. de Andrade, Marisa Potiens Zilio, Mauro Gaglietti, Odilon Garcez Ayres, Osvandré Lech, Pia Elena Zancanaro Borowski, Ricardo José Stolfo, Romeu Carlos Alziro Gehlen, Santina Rodrigues Dal Paz, Santo Claudino Verzeleti e Welci Nascimento.
Desde 2008 a Academia Passo-Fundense de Letras retomou a tradição de promover concursos literários para revelar novos escritores. Ao todo foram seis edições, que culminaram com a publicação de seis volumes reunindo os trabalhos de alunos de escolas públicas e privadas. Em 2008 saiu Machado de Assis; 100 Anos de História; em 2009 o sodalício deu a lume De Canudos a Passo Fundo – Concursos Literários: Um século sem Euclides da Cunha & Poeta Professor Antônio Donin: poesias para alimentar a alma; em 2011: Raquel de Queiroz: Olhares de jovens passo-fundenses; em 2013: O imortal Moacyr Scliar; em 2015: O irreverente Ignácio de Loyola Brandão; em 2017: O Solidário e Intenso Valmor Bordin; e em 2019: O médico e educador Jorge Alberto Salton.
Assim, contribuímos para a formação cultural de Passo Fundo, mantendo uma tradição iniciada por aqueles quatro jovens que, no dia 15 de fevereiro de 1883, fundaram o Clube Literário Amor à Instrução. A história da Academia Passo-Fundense de Letras ultrapassa a marca dos seus 83 anos de existência, completados em 7 de abril de 2021. Somos a continuidade de uma história de 138 anos de amor à cultura.
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