quinta-feira, 15 de julho de 2021

CASSINO DA MAROCA


 

Leandro Malósi Dóro

AMOR LIVRE É PLEONASMO!


Lucas e Alina deram match

No Tinder

Começaram a conversar

Rolou afinidade

Trocaram contatos

E marcaram de se encontrar

Primeiro encontro

Um café na padoca

Olhares se encontram

Sentimentos se confirmam

Vários cafés e nossa!

Como se afinam

Se encontram cada vez mais

Um chopp num barzinho

Um passeio no parque

Um filme no cinema

A relação se constrói

Mas o que não sabiam, ainda

Um do outro

É que tinham relações mal resolvidas

E que estavam vivas em seus 

Peitos

Mas aí eles não conseguiam

Mais se desgrudar

Porém, a verdade sempre vem

E ambos resolveram desabafar

Primeiro, Lucas

Depois, Alina

Densas e negras nuvens

Envolvem o casal

Mas logo se dissipam com os raios

De luz do verdadeiro amor

E ambos chegam a uma ideia

Deveras singular

Procurar seus antigos amores

E propor um novo relacionamento

Lucas e seu par

Alina e seu par

Lucas com Alina e

Os seus respectivos amores

Todos juntos

Entusiasmados pela solução

Encontrada

Procuram seus antigos

Afetos

E fazem o inusitado pedido

Estranheza, repulsa

De início

Mas prometeram pensar

E num bar se encontrar

Para a situação resolver

Na data marcada

Os quatro se encontram

Tensão no ar

Uma cerveja aqui

Um diálogo ali

E tudo foi acertado

Lucas

Alina

Milena

Dario

Esse é o mais novo relacionamento

Da cidade

Lucas ama Alina e Milena

Alina ama Lucas e Dario

Milena e Dario começam a se

Amar, também

Todos, de uma forma ou outra

Amam todos

E, desse momento em diante

Todos vivem felizes

E abertos ao Amor

Aliás, combinaram-se de

Serem livres para amar

Quem eles quisessem

Sem regras

Nem grandes e opressivos

Acordos

Somente amar e serem amados

E vivem felizes até o

Ponto final desse

Poema.


Sigmund Phoda

CONFLITOS ENTRE PAIS E FILHOS



Os maiores conflitos entre pais e filhos ocorrem pela falta de comunicação, os filhos na maioria das vezes não conversam com seus pais por medo de não serem compreendidos. É necessário que os pais sejam amigos dos seus filhos, que os apoiem independente da situação, que não ameacem eles mas os alertem, que deixem eles criarem uma confiança e assim não mentirem e nem esconderem nada, o relacionamento saudável entre pais e filhos tem como base a confiança e a compreensão, com comunicação pais e filhos não terão mais conflitos.

Vanusa Fonseca 

ABELHAS SEM FERRÃO?

 




Quando pensamos em abelhas, 2 coisas nos vem em mente: sentimos aquele arrepio ao imaginar a picada destas e lembramos do saboroso mel produzido por esses importantíssimos insetos.

Mas, você sabia que o principal produto das abelhas não é o mel e que nem toda abelha pode picar?

Isso mesmo!!

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), das 100 principais espécies vegetais usadas como base para a produção de 90% da comida ao redor do planeta, 71 delas são polinizadas por abelhas, portanto o principal produto das abelhas é a polinização e sem esses insetos importantíssimos haveria um problema de fome generalizada no planeta.

Como posso ajudar as abelhas? Posso criá-las em casa, em meio urbano?

Se você pretende criar as abelhas mais conhecidas pela população, as abelhas africanizadas a resposta é não. Porém existem espécies nativas magníficas e que apresentam ferrão atrofiado, sendo chamadas de abelhas sem ferrão.

Segundo a SEMA (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura), existem 24 espécies de abelhas sem ferrão em nosso Estado, sendo que muitas delas podem ser criadas facilmente em meio urbano sem representar nenhuma ameaça aos seres humanos. Dentre estas espécies podemos destacar as duas espécies de jataí (Tetragonisca angustula e Tetragonisca fiebrigi) e a tubuna (Scaptotrigona bipunctata) como boas produtoras de mel. Como abelhas que produzem pouco mel, mas desempenham importante papel na polinização e são de fácil manejo podemos destacar espécies de mirins como, Plebeia droryana, Plebeia emerina, Plebeia nigriceps (mirim mosquito) e Plebeia remota (mirim guaçu).

Onde vivem as abelhas sem ferrão?

Na natureza elas costumam viver em ninhos expostos construídos de fibras vegetais e barro, como no caso da Irapuá (Trigona spinipes), buracos no chão como a Guiruçu (Schwarziana quadripunctata) e em troncos ocos de árvores como jataí, tubuna, mandaçaia (Melipona quadrifasciata quadrifasciata), guaraipo (Melipona bicolor schencki) e manduri (Melipona obscurior).

Vale lembrar que devido a fatores como uso indiscriminado de agrotóxicos, retirada de ninhos da natureza para venda ou roubo de mel das abelhas e queimadas e desmatamento, possuímos várias espécies ameaçadas de extinção no Estado (guaraipo, manduri e guiruçu, por exemplo) e a mandaçaia encontra-se extinta em nosso Estado, sendo encontrada somente com criadores.

Como podemos ajudar as abelhas?

Podemos ajudá-las evitando cortar as árvores, pois são necessárias para a alimentação e moradia das abelhas, evitando o uso de agrotóxicos e plantando árvores, arbustos e flores, de preferência nativas.

As abelhas são os animais mais importantes do planeta, preserve-as!

Instagram: @meliponarioseth





João Marcos Paravisi Machado







THE DANCE OF THE DEATH




Vivo mais uma dia
Desejando que fosse o último
O último de uma jornada fria
Desalentadora
Vazia
Putrefata
Vivo sob a sombra da dor e da
Morte
Morte, essa, que tem sido minha
Companhia mais constante
Morte, beije meus lábios feridos
Toque meu corpo coberto de chagas
Conduza-me por mais essa dança
Deixe-me penetrar em seu interior sombrio
Gozar no teu desespero e no teu caos
Dancemos mais uma dança
Macabra
Minha companheira fiel
Meu consolo
Permita-me adentrar em 
Sua gélida escuridão
A chuva que nos umedece tem
Sabor ácido
Queima nossas línguas e
Corpos
Despose-se comigo, Dama da Noite
Deitemo-nos em nosso túmulo
Recoberto de pétalas de
Rosas de sangue
Fume um cigarro comigo
Bebamos do vinho amargo da
Desesperança
Putrefaça-se comigo
Me tira essa dor latejante e
Viva de dentro de mim
Comtemplemos, de nossa tumba, as
Estrelas cintilantes e a
Lua alva no topo do
Obscuro Céu
Há muito não vivo
Só insisto em permanecer de
Corpo presente
Pois minha alma se ausentou de
Minha carne corrompida e dos
Meu ossos enfraquecidos
O Amor me esmagou
A Esperança me abandonou
A Vida me matou
Despeço-me, junto da
Rainha do Submundo
Apago da face da Terra
Essa existência frágil e
Ignóbil
A Vida é um sopro
Um sopro ora cálido ora gélido
Ainda sim, um sopro
Adeus, Dor
Adeus, Amor
Adeus, Vida
Adeus, Mundo
Nos vemos no Inferno!

Sigmund Phoda

quinta-feira, 8 de julho de 2021

NÃO MONOGAMIA - UMA BREVE EXPLICAÇÃO



Hoje vamos falar de não monogamia. Não monogamia é um termo guarda-chuva para denominar um série de relacionamentos e estilos de vida que visam romper com a monogamia e seu caráter segregador e opressivo; especialmente contra as mulheres. Mas, para entendermos a não monogamia, temos de analisar o que é monogamia; para assim, entendermos porque surgiu a não monogamia e, principalmente, porque uma NÃO invalida a outra.

A monogamia (do grego: monos: um, único, sozinho; gamos: casamento) é um estilo de vida e de relacionamento que visa a união de pessoa com - e somente com - uma única pessoa - geralmente do sexo oposto; porém, não é, atualmente, uma exclusividade dos casais heterossexuais e heteroafetivos. A monogamia é pautada na devoção e dedicação exclusiva entre unicamente duas pessoas. O desejo por ter outros relacionamentos, sejam eles sexuais ou afetivos, é sublimado e substituído pelo desejo de amar e permanecer única e exclusivamente com apenas uma pessoa. Vejamos bem. Se duas pessoas se amam e gostam de estar sempre juntas e tem desejo sexual e afeto somente uma pela outra, apenas, e se sentem felizes assim, a monogamia é válida. Porém, se essas mesmas duas pessoas, que se amam e gostam da companhia uma outra, não se sentem satisfeitas em terem relações sexuais e afetivas somente entre elas; ou seja, desejam se relacionar entre si e outras pessoas - seja no âmbito sexual e/ou afetivo - talvez a não monogamia seja o caminho mais adequado à elas. E a monogamia não seja a opção ideal de relacionamento e de vida para elas.

A monogamia, em mais de 10.000 ou 20.000 anos - dentro dos mais de 200.000 anos de vida da humanidade moderna - foi colocada como uma imposição, uma regra a ser seguida a qualquer custo. Para fins única e exclusivamente de controle reprodutivo, de eliminação do caráter competitivo, de manutenção da propriedade e dos bens privados. É uma convenção, um contrato social. Segundo matéria da Super Interessante, publicada em seu site no dia 12 de novembro de 2015 (https://super.abril.com.br/comportamento/monogamia-nao-faz-sentido/), a monogamia seria uma troca de favores: a mulher se envolveria exclusivamente com um único homem em troca de comida, abrigo e proteção e o homem teria certeza de que os filhos gerados por essa mulher seriam dele; dividindo seus bens e propriedades com ela e essa prole, por pertencerem à sua base genética. O que, no Brasil, não parece funcionar muito; já que são inúmeros os pais "monogâmicos" que abandonam sua esposa e filhos por justamente duvidarem da paternidade deles. Ainda nessa matéria, o Homo Sapiens é um dos poucos seres que tem mais relações sexuais que o biologicamente necessário para reproduzir-se. Segundo ela, o normal, entre mamíferos, é que nasça 1 descendente a cada 12 relações sexuais. Enquanto que, nos humanos, a proporção é de 1 a cada 1000! Isso só mostra que, para a humanidade, o sexo não tem fins exclusivamente reprodutivos; ele, também, é um instrumento de criação de laços sociais e como forma de obter prazer.

Vê-se muito na nossa cultura o que chama-se de monogamia compulsória; o que nada mais é que a imposição do modelo de relacionamento monogâmico na mente e na cultura humana. Isso se explicita enormemente nos livros, nas artes, na música, nos filmes e séries, nas peças teatrais, na vida cotidiana. Parece haver uma pressão monstruosa em fazer as pessoas crerem que essa é a ÚNICA forma saudável de relacionamento afetivo-sexual. O que não é verdade. E a não monogamia veio para mostrar isso. NÃO estou, aqui, dizendo que a monogamia deva ser abolida. Até porque, se a não monogamia fosse tão compulsória como a monogamia, esta seria tão nociva e prejudicial quanto a outra. E o que a não monogamia defende é a liberdade afetivo-sexual do ser humano. Liberdade, inclusive, de optar pela monogamia, caso seja o desejo do seu coração. E fugiria do seu escopo, que é a liberdade e não imposição de regras.

A luta pela liberdade afetivo-sexual do ser humano teve suas bases no século XIX, com o termo AMOR LIVRE; termo, esse, utilizado para descrever o movimento social que refuta o casamento e despreza estereótipos, acreditando no amor sem posse, controle ou nome. Ele surgiu enraizado no seio do movimento anarquista, conjuntamente com a rejeição da interferência do Estado e da Igreja na vida e nas relações pessoais dos indivíduos. Segundo alguns defensores do amor livre, tanto homens como mulheres tinham direito ao prazer sexual; coisa que, na era vitoriana, era profundamente radical. Os movimentos de amor livre lutaram fortemente contra as leis que impediam a vida em comum de um casal não casado face ao Estado e à Igreja, bem como as leis que regulavam o adultério, o divórcio, a idade de consentimento, o controle de natalidade, a homossexualidade, o aborto e as leis sobre obscenidade, que limitavam a discussão pública de certos assuntos sobre a sexualidade humana.

Nas décadas de 1960 e 1970 do século XX, o termo amor livre teve maior repercussão através da Contracultura e, especificamente, do Movimento Hippie. Porém, ele teve seu significado erroneamente diminuído em sua complexidade à promiscuidade. O que não é verdade. O que essa geração propunha era a liberdade amorosa; liberdade, essa, não regulável por leis.

O termo amor livre caiu em desuso e foi substituído pelo termo não monogamia. E esse termo abrange várias formas de relacionamento não monogâmico. São alguns deles: anarquia relacional, poliamor, relações livres, relacionamento aberto....

Convém enfatizar, aqui, que não monogamia NÃO É sinônimo de promiscuidade, putaria, busca desenfreada por prazer sexual! Isso os monogâmicos já fazem há muito tempo.... Nada disso! É muito, MUITO MAIS que isso. Não monogamia trata-se de construção e fortalecimento de vínculos, de afetos. Trata-se da criação de redes de apoio e de afeto. De viver o sexo e, principalmente, as relações amorosas de forma livre, igualitária e sem sentimentos negativos de posse, inveja, insegurança e/ou ciúmes. É desenvolver a comunicação, o respeito entre os afetos. Tornar a vida de todos os envolvidos mais palatável, mais leve e agradável. É amar sem amarras, preconceitos, pré-julgamentos.... É viver o amor de forma plena!

Mas aí você se pergunta: "Mas não existe ciúmes na não monogamia?" e eu te respondo sucintamente: SIM! O ciúme é um sentimento negativo presente em todos os seres humanos; assim como a inveja, a ira, o egoísmo, a tristeza.... Volta e meia pode surgir esse sentimento, que é muito ligado à insegurança ou medo de perder o(s) afeto(s). Mas ele pode ser controlado e, até mesmo, praticamente eliminado através do diálogo, do estabelecimento de acordos e da sinceridade e do respeito entre todos os afetos. Um detalhe importante: a traição, nos relacionamentos não monogâmicos, vem da quebra de acordos, da perda da confiança e não, necessariamente, de uma relação sexual extraconjugal. A traição ocorre quando um dos afetos não cumpre o combinado, fazendo os outros afetos perderem a confiança nele. E mais um detalhe importante: quem tem o desejo de trair, trai em QUALQUER modelo de relação; seja ela mono ou não.

O que eu quero dizer à vocês, meus amores, é que os seres humanos devem ser LIVRES para escolher qual - dentro das suas vivências, da sua personalidade e de acordo com seu coração e sua mente - tipo de relacionamento que se adequa melhor a eles. Se for a monogamia, beleza! Se for a não monogamia, beleza, também! Desejo que você, amado leitor, leia esse texto e reflita e pondere - em sua mente e em seu coração - se a forma que você ama e se relaciona com as pessoas é a que lhe faz bem física, emocional e psicologicamente e escolha e viva intensamente o caminho que você escolher.

Beijos não monogâmicos de luz!

Paz!

PARA SABER MAIS:


FONTES:


Sigmund Phoda

sexta-feira, 2 de julho de 2021

 UM GRITO NA ESCURIDÃO



Em homenagem a Allen Ginsberg


Eu vi os expoentes da minha geração doentes, neurastênicos, mendigando

Pela vida, se afogando num mar de fake news e falácias

Seguindo líderes vilanescos, fazendo tratamentos

Espúrios, temendo as sombras e

Dando um grito na escuridão

Eu vi os expoentes da minha geração morrerem de COVID-19, de

Violência doméstica, de agressão torpe e

Desmedida, clamando por auxílio e misericórdia

Eu vi os expoentes da minha geração militarem com

Palavras e corações vazios de alma e

Verdade

Eu vi os expoentes da minha geração criarem cérebros artificiais

Mas ignorarem os apelos das batidas dos

Corações naturais

Eu vi os expoentes da minha geração criarem um Messias

Que salva apenas aqueles que

Atendem aos requisitos sociais de uma

Sociedade alienada e embranquecida

Eu vi os expoentes da minha geração trocarem a

Liberdade de se expressar e de viver

Por um prato de comida e um teto para se

Abrigar das intempéries

Eu vi os expoentes da minha geração se prostituindo

Em troca de centavos e likes

Nossa geração está insana

Está perdida

Sem rumos seguros

Deus, de onde você esteja

Tende compaixão de nós!


Sigmund Phoda

TOCA UM SAMBA PRA MIM


Vai lá e toca um samba pra mim

Sabe! Aquele samba rasgado

Que, mesmo com o coração doido

Faz a gente batucar na mesa

Cadê o garçom?

Cadê a minha cerveja?


Vai lá e toca um samba pra mim

Faz valer minha semana

Não tenho pressa, não tenho hora

É pacto feito com o tempo

Nada tem fim. Meu dia começa

Quando pra muitos termina


Vai lá e toca um samba pra mim

Quero esquecer um pouco a vida

Não tenho dono, não tenho rumo

Só quero ficar olhando a loira e a morena

Sambando miudinho e me perguntar

Que número ela calça?


Vai lá e toca um samba pra mim

Porque nada mais me importa

Não tô morto, não tô vivo

Sou sombra, sou luz. Gosto da bagunça

Estou em todos os lugares

E todo mundo é um pouco de mim


Vai lá e toca um samba pra mim

Não quero vela, não quero reza

Não preciso dessa chaga

Não carrego a cruz alheia

Não sou pedaço. Sou inteiro

Só pergunto: que número ela calça?


Então vai lá, e toca um samba pra mim

Porque dessa terra só levo os amores

Levo as lembranças de coisas que nunca vivi

Grito, bato, invoco. Eu sou o que gira

A cada dia que passa tô mais perto do fim

Então não se demora, vai lá

E toca um samba pra mim


Seu Zé


DISTORÇÕES NA SOCIEDADE JUDAICO-CRISTÃ


Após ter, nesses últimos dias, redigido e organizado vários textos, paro para refletir sobre os rumos que a sociedade judaico-cristã em geral - especialmente a brasileira - tem tomado nos últimos séculos, nas últimas décadas, nos últimos anos.... E percebo, aí, um padrão um tanto quanto desconcertante. Percebo que, ao longo dos tempos, a sociedade judaico-cristã vem deliberadamente distorcendo conceitos e valores, muitas vezes, intrínsecos à ela. Estão, por assim dizer, "personalizando" o evangelho de Jesus Cristo. E pior; para o mal! Vemos, a partir desta distorção, que valores como respeito para com as diferenças, caridade, igualdade, amor ao próximo, bondade, humildade, compreensão... estão cada vez mais seletivos e distantes do original. Não estou dizendo que não deva existir livre interpretação das Escrituras Sagradas; pelo contrário. Mas o que deve, sim, haver é um entendimento de que: primeiro, Jesus Cristo NÃO fazia acepção de pessoas. Ele acolhia a todos e buscava o bem-estar de todos; especialmente das minorias e das pessoas mais fracas e carentes de visibilidade e de amor. Segundo, ele só mostrou sua santa ira contra aqueles que mercantilizavam os espaços de adoração à Deus; explorando, assim, a massa empobrecida financeiramente e perdida espiritualmente. Mas, o que vemos ai? Vemos pastores e líderes religiosos explorando e exercendo injusto domínio sobre as classes menos instruídas, promovendo ideias de segregação e diferenciação sociocultural contra parcelas minoritárias da população, difundindo desinformação, negacionismo, preconceito e falsas esperanças à uma gente fragilizada, maleável, sem grandes bases educacionais e socioculturais. Fazendo com que as categorias privilegiadas confrontem e se degladiem com as categorias menos abastadas e de menor apelo econômico e social e promovendo, assim, uma verdadeira " guerra santa". Tiram os poucos bens que essas pessoas tem e, em troca, lhes dão promessas vazias de cura e mudança brusca de vida, por intermédio de um poder "salvador" e "milagroso". Vemos esse mesmos pastores e líderes religiosos se agarrarem em trechos doutrinários redigidos em um contexto e um tempo demasiado anacrônico - especialmente do Velho Testamento - para vociferar discursos de ódio e intolerância às massas entorpecidas.

Por exemplo, quando falamos em igualdade, notamos que a religião tem se mostrado um tanto quanto controversa. Igualdade, só entre pessoas brancas, heteros, cis e com algo - especialmente material - a oferecer. Fora dessa bolha, a igualdade inexiste. O que existe é segregação, preconceito e emudecimento.

Vale ressaltar que existem bons cristãos. Que vivem o puro amor de Cristo, que praticam o bem e a caridade sem olhar a quem. Mas estes estão sendo engolidos por uma massa putrefata de pseudo-cristãos; pessoas que pervertem o que o Mestre ensinou a fim de satisfazerem seus egos inflados.

Devemos ter olhos críticos quando vemos certas pregações. Analisar e distinguir o que é verdadeiramente cristão do que é falácia de homens sem amor e compaixão. Olhemos com mais atenção aos pregadores e às suas falas e reflitamos sobre o que vemos e ouvimos. Não sejamos seres passivos diante de tanta intolerância e desinformação; coisas essas que beiram à criminalidade.

Paz!

Sigmund Phoda
PASSADORES DE PANO NÃO PASSARÃO




Certa vez, escrevi um texto contra a homofobia e uma leitora comentou que achava muito bacana eu me envolver em lutas que não são minhas.

Afinal, se eu sou heterossexual, branca e classe média, o que tenho a ver com os LGBTs, com os negros, com os índios e com os periféricos, não é mesmo?

Bem, eu tenho TUDO A VER, assim como ela, assim como tu, como nós, como vós e como eles.

Impossível pensar uma sociedade melhor e mais justa PRA TODOS (inclusive para os fanáticos e escrotos em geral) se continuamos acreditando que “eu não tenho nada a ver com isso”.

Precisamos parar de assobiar e sair de fininho, nos descolando dos problemas que nos cercam como se não vivêssemos em comunidade e não dependêssemos também do coletivo.

A vizinha está apanhando do marido? “Não meto a colher”.

O gerente pediu que o casal homossexual se retire do restaurante? “Não é da minha conta”.

O amigo fez um comentário machista? A amiga contou uma piada homofóbica? “E eu com isso?”.

O policial ou o segurança do supermercado está sufocando um homem negro rendido no chão? “Não é problema meu”.

Pandemia mundial com centenas de milhares de mortes no mundo? “E daí? Não sou coveiro nem obituário, a economia não pode parar, pra frente Brazil, salve a seleção”.

Especialistas em passar pano, olhar para o lado e fazer vista grossa, aparentemente não temos nada a ver com problema nenhum. Não queremos nos envolver em questões que não sejam estritamente nossas, temendo nos prejudicar no trabalho, com a família, na igreja ou entre os amigos. Quantas vezes não preferimos “ficar quieto para não se incomodar”? Eu mesma já repeti essa frase umas cem mil vezes ao longo da vida. Porém é assim, através da conveniente omissão, que consentimos com a violência que – adivinha? – vai e volta pra nós com a mesma força, de um jeito ou de outro, cedo ou tarde. Só aí achamos ruim, reclamamos, protestamos, fazemos um escândalo: quando o sapato aperta o nosso pé. Enquanto apertava o pé do outro, estava tudo beleza!

É necessário lutar contra a perversidade da sociedade – e esta perversidade se manifesta ao nosso redor o tempo inteiro. “A Sociedade” não é uma entidade sobrenatural; ela é formada por pessoas, por mim e por ti, nossos amigos, vizinhos e familiares. As hashtags são bem legais e tudo e tal, mas não são suficientes. É urgente, àqueles que têm um pingo de noção, humanidade e vergonha na cara, começar a se posicionar de fato, na prática, diante das barbaridades que se desenrolam embaixo do nosso nariz.

De modo que este texto é para você, que está perplexo e desesperado.

Este texto é pra dizer que você está certo em sentir raiva. Em ficar triste. Em chorar. Em perder o sono e a fome ou em dormir e comer o tempo inteiro. Se você está revoltado, você tem razão, irmão.

Entretanto, só peço que não se sinta impotente.

Impotentes nós não somos.

Temos a nossa voz, o nosso espaço, o nosso microuniverso, onde podemos transformar hashtags em ações.

E você sabe, e eu sei, que nenhuma ação, por menor que seja, passa impune: todas reverberam como as ondinhas que se formam, quando tocamos com a ponta do dedo a superfície da água até então parada.

Fale. Aja. Se manifeste. Se posicione, se reposicione. Rebata, revide, conteste, responda. Não na rede social, onde só iremos desperdiçar nosso tempo, saúde e energia com vozes que sequer sabem dialogar. Mas na vida real, o único lugar onde o que você faz, faz diferença.

Jana Lauxen

quinta-feira, 1 de julho de 2021

O FEMINISMO NA TELEVISÃO ABERTA



Na noite da quinta feira passada estreou a nova temporada do programa Amor & Sexo com o tema “feminismo”. Os internautas aproveitaram a animação que o BBB tinha proporcionado às redes sociais e continuaram acompanhando a programação da emissora. Desde o primeiro minuto da abertura, a hashtag #Amor&Sexo só subiu, até alcançar o topo dos trending topics brasileiro.

A Globo conseguiu logo de cara o que mais queria: audiência. O Twitter foi a loucura, endeusando ou fazendo a caveira do programa e da emissora. Os extremos ficaram claros, odiavam ou amavam. Fazia tempo que eu não via usarem tanto “feminismo liberal” como algo pejorativo. Saudade dos termos feminismo branco e baunilha. É inevitável que eu acabe entrando nessa pauta, afinal, o programa de pouco mais de 50 minutos conseguiu levantar debates desde interesses da mídia até “suavização” dos movimentos sociais.

Acompanho há um tempo a página do Geledés Instituto da Mulher Negra e adoro os questionamentos que levantam. Quando vi vários dos meus amigos do Facebook compartilhando um texto delas de crítica ao programa global fiquei super intrigada pra ver o desdobramento do acontecimento do ponto de vista das escritoras da página. E mesmo já sabendo o que esperar, fui de mente aberta, disposta a compreender e aceitar um ponto de vista que provavelmente seria diferente do meu. Desde antes da publicação do texto eu pretendia escrever outro para explicar meu posicionamento e opinião, e ele me permitiu uma base que acho ótima para construir minha linha de pensamento.

O primeiro ponto levantado foi sobre a libertação sexual das mulheres e como que tratar da vontade da mulher em dar no primeiro encontro serve às vontades dos homens. Me questiono se esse posicionamento não vai contra algo que ainda é difícil para as mulheres: reconhecerem que fazer ou não sexo na primeira noite é decisão delas e deve ser livre de julgamentos. Isso inclui o julgamento de ter que se mostrar livre ou contra uma política de libertação sexual, de deverem fazer sexo na primeira vez porque são livres, ou não deverem porque são contra satisfazer as expectativas masculinas. “ Pros homens pouco importa se você se sente livre ou não, o importante é que ele faça sexo com você.” Concordo com essa afirmação, realmente não faz diferença nenhuma pros homens se nessa situação elas se sentem livres, só que não é pra fazer diferença pra eles, mas sim pras mulheres.

Logo depois trataram de um tema que não poderia ser mais contraditório dentro do movimento feminista. A regulamentação da prostituição. “ O tema foi pincelado e mostrou apenas um lado, assim fazendo a regulamentação parecer legítima e urgente.” Realmente é uma pena que não tenham tido mais tempo e espaço para debater tal tema, mas será que isso também não é culpa do sufoco criado dentro do próprio movimento? Sempre que esse tema é levantado há uma resistência impressionante e o discurso da vivência na maioria das vezes vai embora ralo abaixo. As prostitutas que querem e pedem para debater sobre são simplesmente desmerecidas e ignoradas, por serem lidas como “resultado máximo de exploração do patriarcado”. Mas elas continuam sendo mulheres e parte do movimento, então a pauta é legítima e se pararmos pra ver quantas mulheres estão morrendo por abusos deste meio perceberíamos que é um tanto quanto urgente (pelo menos o debate).

Esse foi quase que um gancho para o que foi uma tentativa da ressignificação do termo “vadia”. “Ressignificar um termo pejorativo não retira o peso dele.” Achei bastante curiosa essa fala, porque o movimento LGBT trabalha com a ressignificação dos termos “viado” e “bixa”, e o movimento negro com a ressignificação do termo “preto”. Quando o discurso é a materialização da ideologia e uma palavra não tem o significado esperado, o “contexto” é questionado. Se vadia, preto, bixa e viado foram ressignificados como algo a se orgulhar ou pelo menos de não se ter vergonha, a ideologia pode ser questionada.

Quem está dentro do movimento, ou pelo menos dos debates, sabe que toda essa história de liberdade sexual, ressignificação de termos e direito à nudez é considerado pauta de feminista liberal e por isso é menosprezada, ridicularizada e muitas vezes ignorada. Sem querer entrar muito nisso — porque talvez seja melhor escrever um texto inteiro sobre — eu gostaria de lembrar que feminismo branco/baunilha/liberal também faz parte do movimento; e seria muito bom ter essas mulheres respeitadas, porque de inferiorização já basta o sistema patriarcal.

“A inclusão dos temas só interessa por causa do lucro”. O lucro é visado em toda e qualquer situação. O que está sendo desconsiderado ou desmerecido é a influência que o programa teve no conhecimento popular. Se a maioria das críticas alerta para um “feminismo que nos aprisiona”, que seria um feminismo básico, esqueceram que muitas mulheres e homens se quer sabem o que é o feminismo.

Mesmo o programa não indo tão longe quanto pretendiam é inegável que ele abriu portas para o debate. Um debate mais justo do que foi visto até agora. Mulheres que não conheciam a pauta da regulamentação da prostituição e homens que não entendiam o significado da marcha das vadias agora possuem a informação básica para superar os preconceitos que tinham e não propagarem desinformação pelas redes.

O empoderamento serve sim para lucrar, mas assim como lucram propagando informação sobre feminismo, empresas de fármacos lucram vendendo pílula anticoncepcional, empresários com creches, automobilísticas com mulheres dirigindo, políticos com mulheres votando, etc. Homens se beneficiam e sempre se beneficiaram da independência feminina, seja econômica ou socialmente. Quando isso for um problema será melhor desistirem da luta. Estão entre a cruz e a espada, desistem de suas pautas e a injustiça se mantém ou continuam a luta enquanto se apropriam de suas conquistas.

Crônica publicada em 1° de fevereiro de 2017

Fernanda Bonfim
BREVE HISTÓRICO DA ACADEMIA PASSO-FUNDENSE DE LETRAS



A Academia Passo-Fundense de Letras foi fundada no dia 7 de abril de 1938, com o nome de Grêmio Passo-Fundense de Letras, e assumiu, oficialmente, a atual denominação a 7 de abril de 1961.

Trata-se de uma longa história, cujas raízes podemos encontrar no dia 15 de fevereiro de 1883 quando quatro jovens: Gasparino Lucas Annes, Diogo de Oliveira Penteado, Felício Bianchi e Pedro Lopes de Oliveira decidiram criar o Clube Literário Amor à Instrução, que atingiu a marca de 120 associados. O Clube manteve uma rica biblioteca, em diversas línguas, promovia palestras, debates e saraus. E possuía estandarte e sede própria.

A tragédia que passou à história com o nome de Revolução Federalista contribuiu para a desativação da entidade, pois a maioria dos seus sócios apoiou as forças republicanas, contribuindo para a criação da chamada Guarda Republicana. Terminada a guerra fratricida, houve uma tentativa de reorganizar o Clube, que não foi adiante. Seus ideais, porém, permaneceram vivos. E, quando da criação do Grêmio Passo-Fundense de Letras, em 7 de abril de 1938, ali estavam Gabriel Bastos e Armando Araújo Annes, antigos integrantes do Clube Literário Amor à Instrução. A memória das atividades dos seus tempos de jovens se fez presente em ideias como a criação da atual Biblioteca Municipal.

A decisão de criar o Grêmio Passo-Fundense de Letras aconteceu numa reunião preliminar levada a efeito no dia 31 de março de 1938. Participaram da reunião os seguintes intelectuais passo-fundenses: Sante Uberto Barbieri, Arthur Ferreira Filho, Gabriel Bastos, Tristão Feijó Ferreira, Aurélio Amaral, Odette de Oliveira Barbieri, Celso da Cunha Fiori, Pedro Silveira Avancini, Herculano Araújo Annes, Nicolau de Araújo Vergueiro, Armando de Souza Kanters, Túlio Fontoura, João José Boeira Guedes, Francisco Antonino Xavier e Oliveira, Verdi De Césaro, Daniel Dipp. Antônio Athos Branco da Rosa, Heitor Pinto da Silveira, Sabino Santos, Gomercindo dos Reis, Onildo Gomide, Píndaro Annes, Waldemar Camilo Ruas, Lucilla Schleder e Oscar Knaipp.

No dia 7 de abril de 1938 foi realizada a sessão de fundação do Grêmio Passo-Fundense de Letras, sendo eleita a seguinte diretoria provisória: presidente: Arthur Ferreira Filho; vice-presidente: Gabriel Bastos; secretário geral: Sante Uberto Barbieri; primeiro secretário: Verdi De Césaro; segunda secretária: Lucilla Schleder; tesoureiro: Daniel Dipp; bibliotecário: Antônio Athos Branco da Rosa.

A ata de fundação foi assinada por Arthur Ferreira Filho, Gabriel Bastos, Sante Uberto Barbieri, Verdi De Césaro, Lucilla V. Schleder, Daniel Dipp, Heitor P. Silveira. Tristão F. Ferreira, Sabino Santos, Gomercindo dos Reis, Oscar Kneipp, Celso da Cunha Fiori e Túlio Fontoura.

Uma das primeiras iniciativas do Grêmio Passo-Fundense de Letras foi propor a criação da Biblioteca Pública Municipal de Passo Fundo, conjuntamente com o Rotary Club, que foi materializada através da aquisição de livros, pelo próprio sodalício. O reconhecimento oficial veio através do Decreto nº 6, de 2 de abril de 1940 com o qual o prefeito Arthur Ferreira Filho, fundador e primeiro presidente da nova entidade, criou a Biblioteca.

As sessões do Grêmio Passo-Fundense de Letras, transmitidas ao vivo pela Rádio Passo Fundo, eram grandes eventos sociais e serviam para que os associados apresentassem trabalhos que acabaram resultando em livros. A associação manteve colunas nos jornais O Nacional e Diário da Manhã sobre os mais diversos assuntos.

No dia 7 de abril de 1961, o Grêmio Passo-Fundense de Letras foi transformado em Academia Passo-Fundense de Letras, tendo os seguintes associados e respectivos patronos: Arthur Süssembach (Monteiro Lobato), Aurélio Amaral (Sante Uberto Barbieri), Carlos de Danilo Quadros (Assis Chateaubriand), Celso da Cunha Fiori (João da Silva Belém), César Santos (Getúlio Vargas), Gomercindo dos Reis (Walter Spalding), Jorge Edethe Cafruni (Francisco Antonino Xavier e Oliveira), José Gomes (Dom Aquino Correa), Jurandyr Algarve (Arthur Ferreira Filho), Mário Daniel Hoppe (Gabriel Bastos), Mário Braga Júnior (Darcy Azambuja), Mário Lopes Flores (Augusto dos Anjos), Paulo Giongo (Ernani Fornari), Píndaro Annes (Prestes Guimarães), Reissoly José dos Santos (Rui Barbosa), Rômulo Cardoso Teixeira (Olavo Bilac), Sabino Santos (Erico Verissimo), Saul Sperry Cezar (Álvares de Azevedo), Túlio Fontoura (Nicolau de Araújo Vergueiro) e Verdi De Césaro (Raquel de Queiroz).

A Academia Passo-Fundense de Letras, ao longo de sua história, promoveu concursos literários, publicou anuários e participou ativamente da vida cultural do município. Tanto é assim que a implantação do movimento tradicionalista gaúcho foi liderada por acadêmicos e a Universidade de Passo Fundo foi idealizada dentro do sodalício.

O prédio da Academia Passo-Fundense de Letras, foi concluído em 1912, servindo de sede do Clube Pinheiro Machado, órgão social do Partido Republicano Rio-Grandense. Entre 1929 e 1932 serviu para a formação de professores, com a instalação da Escola Complementar, gênese da atual Escola Estadual de Ensino Médio Nicolau de Araújo Vergueiro. Após abrigar algumas repartições públicas, passou a sediar o Grêmio Passo-Fundense de Letras, atual Academia Passo-Fundense de Letras. A Biblioteca Pública ali atendeu ao público até meados de 1973, quando foi transferida para o prédio onde se localiza até hoje.

Como se vê, o prédio sede da Academia Passo-Fundense de Letras se confunde com a história do município de Passo Fundo.

Além do apoio a eventos de cunho cultural que são realizados em Passo Fundo, a Academia Passo-Fundense de Letras edita a revista Água da Fonte, criou o programa Literatura Local, na TV Câmara; entre outras iniciativas. Os membros da instituição participam sistematicamente dos espaços de opinião nos veículos locais de comunicação. Sua atual diretoria (2020-2022) está assim constituída: Gilberto Rocca da Cunha, presidente; Agostinho Both, vice-presidente; Paulo Monteiro, secretário-geral; Antonieta Rovena O. Gonçalves Dias, primeira-secretária; Marcos A. B. de Andrade, segundo-secretário; Luis Lopes de Souza, primeira-tesoureira; e Francisco Mello Garcia, segundo-tesoureiro.

São os seguintes, em ordem alfabética, os atuais membros titulares e eméritos da Academia Passo-Fundense de Letras: Agostinho Both, Adelvino Parizzi, Alberto Antonio Rebonatto, Antonieta Rovena O. Gonçalves Dias, Carlos Alceu Machado, Carlos Antonio Madalosso, Daniel Viuniski, Diógenes Luiz Basegio, Elmar Floss, Fernando Severo de Miranda, Francisco Mello Garcia, Getulio Vargas Zauza, Gilberto Rocca da Cunha, Helena Rotta de Camargo, Hugo Roberto Kurtz Lisboa, Irineu Gehlen, Jabs Paim Bandeira, José Ernani de Almeida, Luis Lopes de Souza, Luiz Juarez Nogueira de Azevedo, Luiz Carlos Tau Golin, Marcos A. B. de Andrade, Marisa Potiens Zilio, Mauro Gaglietti, Odilon Garcez Ayres, Osvandré Lech, Pia Elena Zancanaro Borowski, Ricardo José Stolfo, Romeu Carlos Alziro Gehlen, Santina Rodrigues Dal Paz, Santo Claudino Verzeleti e Welci Nascimento.

Desde 2008 a Academia Passo-Fundense de Letras retomou a tradição de promover concursos literários para revelar novos escritores. Ao todo foram seis edições, que culminaram com a publicação de seis volumes reunindo os trabalhos de alunos de escolas públicas e privadas. Em 2008 saiu Machado de Assis; 100 Anos de História; em 2009 o sodalício deu a lume De Canudos a Passo Fundo – Concursos Literários: Um século sem Euclides da Cunha & Poeta Professor Antônio Donin: poesias para alimentar a alma; em 2011: Raquel de Queiroz: Olhares de jovens passo-fundenses; em 2013: O imortal Moacyr Scliar; em 2015: O irreverente Ignácio de Loyola Brandão; em 2017: O Solidário e Intenso Valmor Bordin; e em 2019: O médico e educador Jorge Alberto Salton.

Assim, contribuímos para a formação cultural de Passo Fundo, mantendo uma tradição iniciada por aqueles quatro jovens que, no dia 15 de fevereiro de 1883, fundaram o Clube Literário Amor à Instrução. A história da Academia Passo-Fundense de Letras ultrapassa a marca dos seus 83 anos de existência, completados em 7 de abril de 2021. Somos a continuidade de uma história de 138 anos de amor à cultura.

Passo Fundo, 7 de abril de 2021



PAULO D. S. MONTEIRO & GILBERTO R. CUNHA







CIGARRO AMIGO Fim de noite Fim de mais uma Série de venturas e Desventuras Hora de relaxar Reclino-me no meu Divã E no afã  de aliviar a Ten...