THE DANCE OF THE DEATH
Vivo mais uma dia
Desejando que fosse o último
O último de uma jornada fria
Desalentadora
Vazia
Putrefata
Vivo sob a sombra da dor e da
Morte
Morte, essa, que tem sido minha
Companhia mais constante
Morte, beije meus lábios feridos
Toque meu corpo coberto de chagas
Conduza-me por mais essa dança
Deixe-me penetrar em seu interior sombrio
Gozar no teu desespero e no teu caos
Dancemos mais uma dança
Macabra
Minha companheira fiel
Meu consolo
Permita-me adentrar em
Sua gélida escuridão
A chuva que nos umedece tem
Sabor ácido
Queima nossas línguas e
Corpos
Despose-se comigo, Dama da Noite
Deitemo-nos em nosso túmulo
Recoberto de pétalas de
Rosas de sangue
Fume um cigarro comigo
Bebamos do vinho amargo da
Desesperança
Putrefaça-se comigo
Me tira essa dor latejante e
Viva de dentro de mim
Comtemplemos, de nossa tumba, as
Estrelas cintilantes e a
Lua alva no topo do
Obscuro Céu
Há muito não vivo
Só insisto em permanecer de
Corpo presente
Pois minha alma se ausentou de
Minha carne corrompida e dos
Meu ossos enfraquecidos
O Amor me esmagou
A Esperança me abandonou
A Vida me matou
Despeço-me, junto da
Rainha do Submundo
Apago da face da Terra
Essa existência frágil e
Ignóbil
A Vida é um sopro
Um sopro ora cálido ora gélido
Ainda sim, um sopro
Adeus, Dor
Adeus, Amor
Adeus, Vida
Adeus, Mundo
Nos vemos no Inferno!
Sigmund Phoda

Nenhum comentário:
Postar um comentário