Fala pra mim que é pra ficar
Senta do meu lado só por estar
Dessa vez sem me tocar
Teu corpo deitado curvado
Na cama dorme de lado
Meu mais novo espetáculo
A calmaria que não se pode beber
Efeitos que comprimidos não vão fazer
Como um belo buraco no meu ser
A luz que toca o momento se transforma
Não há nada para marcar a hora
Tudo só existe no agora
Aquele ser tão simples de pura realidade
Alimentado por crises de ansiedade
Se faz meu único sentido de reciprocidade
Pensei uma ou duas vezes o deixar ali
Porque nunca me sinto bem no aqui
Quero sempre algo a perseguir
O peso do deixar também é o perder
O que juro que parecia melhor pra você
Não me tornar o sentido do sofrer
Mas é sempre tarde demais
Dá pra piorar um pouco mais
Fazer de tudo até não saber como voltar atrás
Onde se viu confusão por calmaria
Mas essa nunca foi minha vida
Os sentimentos sempre foram uma agonia
Fernanda Bonfim

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