PRECONCEITO PSIQUIÁTRICO
Sobre preconceito, meu lugar de fala é das pessoas com
diagnósticos de transtornos psiquiátricos. Porque muitas pessoas têm medo de se
relacionar com pessoas que tenham algum tipo de transtorno psiquiátrico, por
mais leve que seja. E às vezes, não é nem a pessoa que tem esse preconceito, é
a família e a sociedade. Meu último relacionamento sério, por exemplo, terminou
porque, além de outros problemas que prejudicaram a relação, a família dela
achou que eu era um risco para ela e a família. Porque eu poderia surtar e
fazer algo extremo contra ela e/ou qualquer uma das pessoas da família. Nos
sites de relacionamento, se eu dava a entender que eu tinha algum distúrbio, eu
era jogado para escanteio. Eu tenho diagnóstico de esquizofrenia, mas já tive
outros diagnósticos, como borderline e bipolaridade. E as pessoas tem medo de
gente como eu, psiquiatricamente instável, porque se você tem um transtorno
qualquer, você é um incapaz, você é um pobre coitado. E muitas vezes nem é
isso. Você é uma pessoa que tem mais dificuldades, mas pode levar uma vida
normal, com tudo o que ela reserva. E esse preconceito da sociedade acaba
criando um auto preconceito na pessoa, fazendo com que ela se perceba incapaz
de ter uma relação saudável e cheia de amor. Tem dificuldades? Tem. Tem
adaptações? Tem. Mas adaptações e dificuldades existem na vida de todo mundo.
Nem toda pessoa com distúrbios psiquiátricos está impossibilitada de amar.
Aliás, vivemos uma época em que os distúrbios psiquiátricos estão virando uma
nova pandemia. Ansiedade, depressão... são problemas já comuns na sociedade.
Que terá de ter olhos mais empáticos em relação a essas situações. Porque todos
merecemos amar e ser amados.
Paz!
Sigmund Phoda

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