PESSOAS SÃO ESTRANHAS
Ouvindo a música "People Are Strange", da banda The Doors, fui levado a fazer algumas análises...
"As pessoas são estranhas quando você é um estranho". Talvez as pessoas sejam estranhas quando você é um estranho porque elas vêem, refletidas em sua estranheza, a própria estranheza da sua alma. Todos nós somos seres dotados de divindade e bestialidade, vivendo em uma coexistência, por vezes, nada pacífica.
"Os rostos olham feio quando você está só". Ninguém quer ver, refletida em seu rosto, sua própria solidão. Sua própria dor. Suas próprias vicissitudes. É uma reação natural quando alguém se depara com o reflexo dos seus demônios interiores estampados na face de outrem. É nesse momento que entra a EMPATIA.
"Mulheres parecem cruéis / Quando não lhe querem". Quando uma mulher - ou ser humano - não o quer, pode demonstrar isso da forma mais cruel e desumana possível. Faz parte do nosso lado bestial, trevoso... E tá tudo bem. Devemos entender que, geralmente, isso se refere mais a outra pessoa do que a nós mesmos.
"As ruas são irregulares quando você está triste". Quando se está triste, nada é linear. Tudo é uma eterna alternância de altos e baixos. Mania e depressão. Na verdade, nossa vida toda NÃO é linear. Mas, quando estamos tristes, essa alternância se acentua. E é nesse momento que mais precisamos de apoio.
"Quando você é um estranho / Rostos se formam na chuva". Lembram da cena do filme "O Demolidor", em que o protagonista, portador de um tipo especial de cegueira, só consegue ver através do som? Nessa cena, Matt Murdock consegue "ver" o rosto de sua amada através do som dos pingos de chuva que caem em seu corpo. Assim como Matt, temos um tipo de cegueira que só nos permite ver o que nos chega aos ouvidos. E, em meio à tempestade que vivemos, vemos rostos difusos nela. Rostos de todas as formas. Devemos estar atentos ao que os sons da tempestade nos trazem.
"Quando você é um estranho / Ninguém lembra seu nome". É fácil esquecer-se, não só do nome, dos outros quando estes lhe são estranhos. É uma espécie de defesa. De se afastar de tudo que nos remeta aos nossos conflitos internos. É compreensível. Mas, se não encararmos nossas agruras - e falo por e para mim mesmo - não conseguiremos encontrar luz em nossos caminhos.
Paz!
Sigmund Phoda

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